SEXTA CULTURAL: Capoeira

A capoeira é uma expressão cultural brasileira que tem sua raiz no século XIV, quando Brasil era uma colônia portuguesa. Os africanos, trazidos ao Brasil durante o período colonial, trouxeram a prática como forma de resistência e manifestação cultural, já que tiveram suas crenças e costumes rechaçados pelo período da escravidão.


Ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, da saúde e do alívio do estresse. A prática é uma mistura de arte marcial, música e dança que se consagrou como um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.


Até o ano de 1930, era proibida no Brasil e a polícia recebia orientações para prender os capoeiristas. Posteriormente, a arte fora reconhecida como esporte nacional brasileiro pelo presidente da época, Getúlio Vargas e, hoje, é um importante elemento da identidade cultural do Brasil.


A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional que caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.