A Índia frente à Pandemia do Coronavírus









Por Adriano Andrade

Analista da Câmara de Comércio Índia Brasil

Relações Internacionais.



A Índia, por fazer fronteira com a China, vem se atentando à evolução do COVID-19 constantemente desde o início das preocupações das autoridades chinesas e, posteriormente, europeias. Desde que os primeiros casos foram registrados no país, o Ministério da Saúde do Governo da Índia começou um trabalho árduo na orientação de nacionais e viajantes de como evitar a transmissão do vírus.


Dentro de todo o contexto do COVID-19, Modi, para a surpresa de todos, convocou por chamada de vídeo a liderança da Associação Asiática para Cooperação Regional (SAARC), no dia 13 de março, para tratar de uma estratégia coletiva para o combate ao vírus, classificado como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).Todos os países, felizmente, responderam positivamente à chamada de Modi, inclusive o Paquistão.


Com o aumento dos casos no subcontinente asiático, o governo teve que começar a tomar medidas mais árduas no intuito de prevenir o avanço da doença em seu território. Nisso, medidas entre o Ministério da Saúde e o Ministério das Relações Exteriores passaram a ser emitidas e atualizadas diariamente afim de controlar o fluxo migratório nos portos e aeroportos de entrada e saída do país. As ações começaram com o veto da entrada de viajantes advindos de países já afetados pelo COVID-19, tais como China e Itália, e com a suspensão de vistos concedidos à turistas que ainda não haviam realizado a chegada no país, evitando viagens não essenciais. Nota sobre nota, o governo decidiu, no dia 19 de março, que as suas fronteiras deveriam ser fechadas à todos os voos comerciais advindas de quaisquer países, assim como aos que partiriam de lá, devendo os estrangeiros, que desejassem retomar aos seus países, deixar a Índia até o 22 de março, podendo esta ação ser prorrogada sem aviso prévio.