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Brasil recebe África do Sul e Índia para acertarem políticas ambientais

(29/07/2010) .

 

Os ministros do Meio Ambiente do Brasil, África do Sul, Índia e China reuniram-se no Rio de Janeiro, para discutirem, como potências emergentes, os esforços internacionais no combate ao fenômeno das alterações climáticas.

  Os quatro países - que formam o grupo BASIC – vão discutir  estratégias e prepararem-se para a próxima reunião internacional sobre alterações climáticas, que se realiza entre 29 de Novembro e 10 de Dezembro, no México. 

Na reunião os governantes discutiram "temas centrais”, no âmbito das negociações internacionais sobre o clima, incluindo o “financiamento para ações de mitigação e adaptação” e o programa da ONU sobre a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD).

  A equidade no debate internacional, no qual os países emergentes reivindicam maior poder de decisão perante as grandes potências, e os critérios para a fixação de limites nas emissões de gases com efeito de estufa (GEE) são outros temas em discussão, refere uma nota divulgada pelo gabinete de comunicação da Presidência Brasileira. 

Os países em vias de desenvolvimento acusam as nações ricas de serem responsáveis pelo aquecimento global, pois, sublinham, tiveram um crescimento descontrolado e agora devem se responsabilizados. 

A Índia defende que a responsabilidade ambiental de cada país deve ser contabilizada em “emissões per capita”. Esta proposta, a ser aceite, faz com países como China ou a própria Índia tenham baixos níveis de emissão devido  à dimensão das suas populações. O Brasil propõe basear-se na responsabilidade histórica, segundo a qual o país emissor deve pagar pelos efeitos causados pela sua atuação degradante.   

Em Abril, na seqüência do fracasso das negociações na Reunião de Copenhague, realizada em Dezembro, os representantes do BASIC assinaram uma declaração conjunta, reafirmando a determinação em fazer frente às alterações climáticas, tendo estabelecido ambiciosas ações de mitigação a nível nacional.   

O texto final, com o esboço de um tratado global sobre redução de gases poluentes, negociado em Copenhague, foi considerado, pela maioria dos 192 países que participaram nas negociações, um acordo político minimalista. 

Basicamente todas as decisões importantes, entre as quais as metas de redução de emissões globais, foram adiadas para a próxima reunião, no México. 

Fonte: www.jornaldeangola.sapo.ao

 

Clima
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